domingo, 22 de setembro de 2013

Pichiciego-menor

Aqui estou eu, me surpreendendo cada vez mais com a nossa natureza, hoje vamos falar sobre o Pichiciego-menor.

pichiciego-menor (Chlamyphorus truncatus) é a única espécie de tatu do gênero Chlamyphorus. São os menores tatus do mundo e um das raras espécies de mamíferos da América do Sul.
Trata-se de um dos mamíferos mais raros do mundo, sendo encontrado no subterrâneo das planícies da Argentina. Os pichiciegos-menores permanecem em suas tocas durante o dia, saindo à noite para alimentar-se. Sua dieta é composta principalmente de formigas, mas eles também comem larvas de insetos, minhocas, raízes e outras partes de plantas. Hábeis cavadores, podem enterrar-se completamente em questão de segundos.
Candiru

Olá pessoal, estou aqui novamente mais uma vez, de novo para mostrar mais uma criaturinha curiosa da da natureza, o Candiru.

Candiru (Vandellia cirrhosa), também chamado de canero ou peixe-vampiro, é um peixe de água doce que pertence ao grupo comumente chamado de peixe-gato. Ele é encontrado no Rio Amazonas, no Rio Madeira e nos seus afluentes e tem uma reputação entre os nativos de ser o peixe mais temido naquelas águas, até mais que a piranha. A espécie cresce até dezoito centímetros e tem forma de enguia, tornando-o quase invisível na água. O candiru é um parasita. Ele nada até as cavidades das guelras dos peixes e se aloja lá, se alimentando de sangue nas guelras, recebendo assim o apelido de "peixe-vampiro".


sábado, 21 de setembro de 2013

Ocapi

Ei, você já ouviu falar do Ocapi?? Bom, se a resposta for não, você poderá descobrir mais sobre esse animal agora. = )

Sua origem está na Mata Ituri, na República do Congo, na África Central, mas só foi descoberto por cientistas por volta de 1900. Medindo entre 2 e 2,5 metros de comprimento  e com altura de 1,5 a 2 metros, o ocapi pesa cerca de 250 quilos e tem uma língua  tão comprida que pode até lamber os próprios olhos!
Sua capacidade auditiva e olfativa são bem afiadas e permitem à espécie ouvir e sentir caçadores à distância. Esses animais diurnos e solitários, que só se juntam para acasalar, se alimentam de folhas, relva, samambaias, frutas e fungos – no cativeiro, gostam de legumes e se afeiçoam aos seus tratadores.
Embora não esteja em extinção, a espécie tem sofrido com a caça e periga desaparecer. Dizem que há vários deles espalhados em zoológicos. Precisamos descobrir onde esses bichos estão para irmos visitar, né?
ocapi animais raros
Társio

Então, hoje vamos falar sobre um primata diferente, o Társio.
Vamos aos principais fatos:

Suas patas traseiras medem o dobro do comprimento do seu tronco e seu cérebro é do tamanho de cada um dos seus olhos.
Como única espécie de primata completamente carnívora, o társio se alimenta de insetos e pequenos animais como aves, morcegos, lagartos e cobras.
Tarsius é um gênero de primatas popularmente conhecidos como társios, pertencentes à família Tarsiidae, a única com representantes atuais dentro da infraordem Tarsiiformes. Apesar do grupo outrora ter sido comum, todas as espécies atualmente viventes são encontradas em ilhas no sudeste da Ásia.
Os achados paleontológicos na Tailândia e China indicam que esta família é endêmica das florestas do sul da Ásia, onde habita pelo menos desde o período Eoceno.
Tarsius syrichta

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Pássaro raro na Península Ibérica foi avistado em Tarragona

Tempestades no norte de África terão arrastado rabirruivo-mourisco para a Europa


Rabirruivo-mourisco é endémico do Magrebe
Rabirruivo-mourisco é endémico do Magrebe
Um observador de pássaros descobriu em Março passado, em Tarragona, Catalunha, uma espécie de ave extremamente rara na Península Ibérica, o rabirruivo-mourisco (“Phoenicurus moussieri”).
Trata-se de um pássaro muito pequeno, com uma plumagem negra na parte superior e avermelhada na inferior, com uma franja branca nos olhos. É endemico Magrebe (noroeste africano: Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia) e muito dificilmente é avistado na Europa.

Segundo os especialistas, a explicação para a sua presença pode ser encontrada em algumas tempestades que ocorreram no norte de África e que terão arrastado o pássaro mais para norte.
O rabirruivo-mourisco deixou-se ficar por aquela zona durante uma semana. O avistamento foi homologado pelo Instituto Catalão de Ornitologia, que confirmou ter havido apenas um precedente na Catalunha, em 1985, quando foi observado no Delta do Ebro.
O achado provocou muito furor entre os ornitólogos. Nessa semana dirigiram-se para aquela zona da Catalunha investigadores de toda a Espanha.
Em Portugal, o último avistamento homologado pelo Comité Português de Raridades aconteceu entre 16 de Novembro de 2006 e 14 de Janeiro de 2007, em Sagres.

Formigas são preguiçosas quando isoladas

Espécie apenas se organiza segundo necessidades colectivas

Cada um dos pequenos seres foi marcado com um código de barras (Imagem: Alessandro Crespi)
Cada um dos pequenos seres foi marcado com um código de barras (Imagem: Alessandro Crespi)
A entomologista Danielle Mersch, da Universidade de Lausanne (Suíça), publicou um artigo na «Science» sobre a sociologia das formigas, onde relata que estas, quando se encontram isoladas, são, na verdade, preguiçosas.“Teríamos de reescrever a fábula do La Fontaine”, brinca a investigadora.

Danielle Mersch e a sua equipa usaram uma técnica minuciosa para estudar a organização de uma espécie conhecida como a ‘formiga doceira’ (Camponotus fellah), que apresenta como vantagem para o estudo o facto de criarem pequenas colonias, de não hibernarem e de terem rainhas de fácil captura.

Cada um dos pequenos seres foi marcado com um código de barras em 2D (QR code) e colocado numa superfície de plasticina num espaço frio, para que se mantenham imóveis. As formigas receberam ainda um código colorido que representava a idade, em semanas.

Ao todo, foram estudadas seis colonias de centenas de insectos durante 41 dias a fio. O formigueiro estava numa caixa de 26 centímetros, num espaço escuro e ligado por um túnel a outra caixa com a mesma dimensão, onde os investigadores reproduziram em alternância dias e noites e onde colocaram alimentos, de forma a simular o ambiente do exterior.

Entretanto, as duas caixas eram filmadas e vigiadas 24 horas por dia por um programa de análise que detectava a posição dos códigos. Segundo Alessandro Crespi, investigador a cargo do desenvolvimento da tecnologia informática, quando um dos animais se encontrava face a face com uma das suas congêneres e a uma distância em que as suas antenas eram susceptíveis de se tocar, estima-se que entravam em comunicação.

Tendo em conta a inatividade de algumas, a equipa conseguiu dividi-las em três grupos – as jovens, que ficam no formigueiro e se ocupam dos ovos e das larvas; as domésticas multitarefas, que gerem os dejetos e restos da colonia, etc. e as mais velhas que tratam de arranjar alimentos no exterior. Ou seja, “as formigas organizam-se segundo necessidades colectivas” e as reticências que algumas têm em desempenhar determinadas tarefas são mais ou menos importantes segundo a idade, mas não definitivas.

O sistema de organização desta espécie permite estabelecer o tempo necessário para que uma informação rode a colonia.

Rã declarada extinta reaparece

Análise à rã-pintada-de-Hula (Discoglossus nigriventer) está publicada na «Nature Communications»


Rã-pintada-da-Palestina ('Discoglossus nigriventer')
Rã-pintada-da-Palestina ('Discoglossus nigriventer')
O primeiro anfíbio declarado oficialmente extinto pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) foi redescoberto agora, passadas seis décadas do seu último avistamento, no norte de Israel. É considerado um “fóssil vivo”, sem parentes próximos entre outras espécies de sapos.
A rã-pintada-da-palestina ou rã-pintada-de-Hula (Discoglossus nigriventer), por habitar exclusivamente as margens pantanosas do lago Hula, fora declarada extinta em 1996, apesar do governo de Israel ter continuado a listá-la como “em perigo”. A drenagem daquele lago foi uma das causas do seu desaparecimento.

Descoberta para a ciência e descrita apenas no início dos anos 40, a rã teve agora uma nova oportunidade para ser estudada. Na revista «Nature Communications», uma equipa de cientistas israelitas, alemães e franceses faz uma análise aprofundada deste enigmático animal.
Com base nas análises genéticas realizadas nos indivíduos descobertos e no estudo morfológico a ossos e fósseis existentes, os investigadores concluíram que a rã difere fortemente de outros parentes vivos, como as rãs pintadas do norte de África.
A hula está antes relacionada a um género de rãs fósseis, Latonia, que foram encontradas em grande parte da Europa e que remontam a períodos pré-históricos, estando extintas há um milhão de anos. Assim, a hula não é apenas uma outra espécie rara de sapo. É, na verdade, a única representante de uma antiga clade de rãs (um grupo com um único ancestral comum).
Planos para encher novamente de água parte do Vale Hula e restaurar a habitat pantanoso original estão já a ser postos em prática, o que pode permitir a expansão da população destas rãs.