sexta-feira, 28 de junho de 2013

Palanca Negro

É um antílope imponente e de beleza rara. Está em vias de extinção, mas teima manter-se vivo, o que faz de si um animal super resistente. É, também por isso, uma referência para todos os angolanos. Um símbolo internacional de um país que viveu mergulhado num clima de guerra durante anos.


A Palanca Negra Gigante (PNG) existe apenas em duas áreas de conservação na província de Malanje: a Reserva Integral do Luando e o Parque Nacional da Cangandala, sendo a imagem de marca da companhia aérea angolana TAAG, o que faz com que o animal viaje pelo mundo pintado nos aviões da transportadora. O nome pelo qual é conhecida a selecção nacional de futebol (“Palancas Negras”) também é inspirado neste antílope. E não é por acaso que a mascote do CAN (Taça das Nações Africanas Orange Angola 2010), que se está a realizar no país entre os dias 10 e 31 de Janeiro, é a “Palanquinha”. Estamos, em suma, perante um tesouro muito bem guardado no coração de Angola.

Os extraordinários cornos da PNG, uma das quatro subespécies de palancas negras (ver caixas) – além destas existem também as palancas vermelhas –, fazem com que seja normalmente considerado o mais belo e nobre de todos os antílopes do mundo. Segundo o Ministério do Ambiente de Angola (MAA), a PNG foi descoberta em 1909 por Frank Varian, um engenheiro belga ao serviço dos Caminhos-de-Ferro de Benguela. No entanto, o animal só foi descrito sete anos depois, em 1916.
Trata-se de uma espécie em vias de extinção que tem sobrevivido a todas as intempéries. O período de guerra (entre 1975 e 2002) que assolou o país é um exemplo. Esta é uma situação que tende, no entanto, a mudar. Isto porque foi criado um Santuário de Reprodução da PNG, no qual foram colocadas – no ano passado – nove fêmeas e um macho. Segundo o MAA, “a operação foi um sucesso”.
Um caso de superação


   
Há aproximadamente 1 ano, acolhemos dois cães (mãe e filho) que abandonados vagavam pela região onde fica o Rancho dos Gnomos. 
Muito arredios e desconfiados, não se aproximavam de maneira alguma, sendo assim, começamos a alimenta-los todos os dias, mais eles só apareciam durante a noite. 
Este processo durou 6 meses e a cada dia o estado de saúde do macho se agravava, pois sarna e micose tomava todo o seu corpo. 
Certa noite, montamos uma gaiola de contenção e conseguimos pagá-lo. 
Começou um longo e intensivo tratamento.  Como ele ficava preso, sua mãe um pouco menos arredia, aparecia a noite e dormia a seu lado. 
Foram meses neste ritmo, até que ela se deu por vencida e percebendo que só queríamos ajuda-los, se aproximou para um rápido carinho. 
Ganharam os nomes de “Meninão e Meninona” e finalmente entenderam que aqui seria seu novo lar. 
Foram tratados, vermifugados, vacinados e esterilizados. 
Em janeiro de 2005 um tumor de mama surgiu e rompeu-se da noite para o dia.  Foi aí que a Dra. Renata Achkar, médica veterinária e uma excelente cirurgiã, levou meninona para retirada do tumor, cirurgia feita voluntariamente na UNIBAN (Universidade Bandeirantes). 
Meninona se recuperou rapidamente e hoje vive tranquila com seu filhão, cercada de muito carinho. 
O Rancho dos Gnomos agradece a dedicação da Dr. Renata e apoio da UNIBAN.
Vida Selvagem na África

A África é bem conhecida pela sua vida selvagem nas savanas e florestas equatoriais. Existem cerca de 45 espécies de primatas, incluindo os chimpanzés e gorilas. São mais de 60 espécies de predadores carnívoros como os leões, chitas, leopardos, hienas, cães selvagens, raposas, chacais e outros. Esses animais são vitais para a manutenção do equilíbrio ecológico das áreas em que habitam. Muitas espécies de herbívoros, aves, peixes, répteis e vários outros animais compõem o rico ecossistema africano.
A partir dos anos 1940 o homem fez reduzir consideravelmente a população de animais na África, de forma direta ou indireta. Isso fez com que muitas espécies entrassem em processo de extinção. Nos últimos anos vem crescendo os esforços de proteção aos animais africanos e aumentado o policiamento de reservas demarcadas.
Guepardo Girafa Elefantes africanos - ÁfricaHipopotamosLeão África


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Louva-a-Deus Orquídea/Hymenopus coronatus

Você já ouviu falar no louva-a-deus orquídea? De nome científico Hymenopus coronatus, este inseto pode ser achado nas florestas tropicais da Malásia, Indonésia e Sumatra.

Vivendo sobre as árvores da papaia, dos frangipanis e em cima das flores de orquídea, esta espécie é caracterizada pela sua coloração brilhante e bonita. Ao andar, suas patas lembram pétalas de flores.

Ao contrário da maioria dos outros animais, o sexo feminino leva uma considerável vantagem sobre o masculino. Os machos geralmente têm menos da metade do tamanho das fêmeas e a sua coloração é mais puxada para o marrom. Em contrapartida, são eles quem melhor sabem voar.

O mais exuberante sobre esses animais é exatamente o que faz jus ao seu nome. Com a incrível capacidade de camuflagem, eles se entrelaçam no meio das orquídeas, passando a impressão de que fazem parte da flor. Tudo isso porque precisam, de alguma forma, confundir os seus predadores - lagartos, lagartixas, aranhas, sapos, pássaros, roedores e morcegos.
Foto: Lucas Viatour

Louva-a-deus orquídea
Sobre a sua alimentação, eles costumam ser carnívoros. Na natureza, seu prato predileto é composto por pequenos lagartos, abelhas (sem ferrões), moscas, borboletas, mariposas ou qualquer outro inseto voador não-peçonhento. Além disso, alguns deles já foram flagrados comendo banana - talvez para obter o potássio que ela contém.

Não é só dos predadores animais que o louva-a-deus orquídea tenta fugir. Se você avistar um desses lindos bichinhos em alguma árvore ou flor, muito cuidado. Ao contrário do que parece, eles podem ser bastante agressivos se erguidos ao ar, chegando até a morder quem se atreva a pegá-los.
O diabo-da-tasmânia ou demônio-da-tasmânia (nome científico: Sarcophilus harrisii) é um mamífero marsupial da família Dasyuridae endêmico da ilha da Tasmânia, Austrália. Através do registro fóssil sabe-se que a espécie habitou também a Austrália continental, tendo se extinguido há cerca de três mil anos. As causas do desaparecimento são desconhecidas, mas acredita-se que tenha sido influenciado pela introdução do dingo, pela chegada e expansão dos aborígenes e por influência climática do El Niño durante o Holoceno.
Com uma aparência de urso, que lhe rendeu a descrição científica de Didelphis ursina, é um animal robusto e musculoso. Sua pelagem é escura com manchas brancas na região da garganta, das bochechas e lombar. Os dentes molares são adaptados à sua dieta de dieta de carniça. É um caçador pouco eficiente, preferindo animais de pequeno porte. Pode ser encontrado em vários tipos de habitat, incluindo áreas urbanas, mas prefere bosques costeiros e florestas esclerófitas. Noturno e solitário, habita uma área de vida definida, mas não tem tendências territoriais. Ocasionalmente, vários animais se reúnem para se alimentar de uma carcaça, gerando interações agressivas. Promíscuos, acasalam-se uma vez ao ano, gerando ninhadas de dois a quatro filhotes, que são desmamados aos oito meses de idade. É o maior marsupial carnívoro existente, após a extinção do tilacino, e possui convergência eco-morfológica com as hienas.

domingo, 23 de junho de 2013

 Chita/Acinonyx jubatus

Acinonyx jubatus é o nome cientificochita ou guepardo, também conhecido como lobo-tigreleopardo-caçador ou onça-africana, um animal da família dos felídeos (felidae), ainda que de comportamento atípico, se comparado com outros da mesma família. É a única espécie vivente do gênero Acinonyx. Tendo como habitat a savana, vive na África, península Arabica e no sudoeste da Ásia. Fisicamente, é significativamente parecido com o leopardo. As almofadas das patas da chita têm ranhuras para se moverem melhor em alta velocidade, e sua longa cauda serve para lhe dar estabilidade nas curvas em alta velocidade. Cada chita pode ser identificada pelo padrão exclusivo de anéis existentes em sua cauda, tem uma cabeça pequena e aerodinâmica e uma coluna incrivelmente flexível, são habilidades que ajudam bastante na hora da perseguição.
 
É um animal predador, preferindo uma estratégia simples: caçar as suas presas através de perseguições a alta velocidade, em vez de tácticas como a caça por emboscada ou em grupo, mas por vezes, pode caçar em dupla. Consegue atingir velocidades de 100 a 105 km/h, por curtos períodos de cada vez (ao fim de 400 metros de corrida), sendo o mais rápido de todos os animais terrestres, porém em uma certa ocasião, avistou-se um guepardo que correu atrás de sua presa por 640 metros em 20 segundos, (medidos com um cronômetro), e 73 metros em aproximadamente dois segundos - 115,2 e 131,4 km/h respectivamente.3
O corpo da chita é esbelto, musculado e esguio, ainda que de aparência delgada e constituição aparentemente frágil. Tem uma caixa torácica  de grande capacidade, um abdome retraído e uma coluna extremamente flexível. Tem uma cabeça pequena, um focinho curto, olhos posicionados na parte superior da face, narinas largas e orelhas pequenas e arredondadas. O seu pelo é amarelado, salpicado de pontos negros arredondados, e na face existem duas linhas negras, de cada lado do focinho, que descem dos olhos até à boca, formando de fato um trajeto de lágrimas. Um animal adulto pode pesar entre 28 e 65 kg. O comprimento total do corpo varia de 112 a 150 cm. O comprimento da cauda, usada para equilibrar o corpo do animal durante a corrida, pode variar entre 62 e 85 cm.